Conhecendo Sunchales
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| Com alunos da Escola Pioneiros de Rochdale |
Entre os dias 21 e 26 de julho, tive a oportunidade de,
representando os professores da Rede Municipal de ensino de Presidente Lucena,
participar do Intercâmbio Cooperativo com a cidade de Sunchales, província de
Santa Fé, na Argentina. Também participou a Professora Carla Bündchen,
representando a rede estadual de ensino de Presidente Lucena.
Sunchales é a capital do Cooperativismo na Argentina.
Aqui no Brasil, Nova Petrópolis tem esse título.
Nossa
delegação foi formada por professores, estudantes e pais dos municípios de
Presidente Lucena, Nova Petrópolis, Vale Real, Feliz, Alto Feliz, São José do
Hortêncio, Ivoti, Santa Maria do Herval e Morro Reuter. Todos esses municípios
integram o Programa “A União faz a vida” e nosso objetivo com este intercâmbio
foi conhecer a experiência das escolas da cidade com as cooperativas escolares.
Em
Sunchales há várias cooperativas, entre estas a San Cor (laticínios e seguros),
a Cooperativa de água potável, a Cooperativa de agricultores, entre outras. A
partir disso, podemos perceber o quanto o cooperativismo é consolidado nessa
cidade. Nas escolas, as crianças tem a oportunidade de vivenciar o trabalho em
cooperativa, o que além de lhes proporcionar essa experiência, é algo
importante naquela realidade: com o dinheiro que arrecadam, os alunos adquirem
livros, pagam as fotocópias, auxiliam nas melhorias nas salas de aula, além de,
é claro, investirem nos produtos e equipamentos das cooperativas. Vários
professores que orientam as cooperativas enfatizaram que as cooperativas
surgiram de uma necessidade verificada pelos alunos. Para obter os recursos
financeiros, os alunos do Ensino Primário vendem principalmente lanches, entre
eles, cereais e alfajores; e, nas escolas de Ensino Secundário, encontramos uma
experiência de produção e comercialização de sabonetes líquidos, em barra e
sais de banho e em outra escola, os alunos da cooperativa criaram a agenda
escolar, além de produzir, sob encomenda, logotipos para diversas instituições.
Um dado interessante das cooperativas escolares que visitamos é que os alunos
que candidatam-se ao Conselho Administrativo e não são eleitos formam o
Conselho Fiscal. Outro aspecto que
chamou a atenção da delegação, foi que em algumas escolas, havia uma rádio
interna, apresentada pelos alunos e mantida pela cooperativa escolar.
Encantou-nos
a propriedade com que os alunos falavam do trabalho que desenvolvem, a
expressão oral e a receptividade com que nos receberam nas escolas, sempre
apresentando seus produtos, o histórico de suas cooperativas, convidando-nos a
conhecerem suas salas de aula, materiais escolares e inclusive a participar de
algumas atividades. Surpreendeu-me conhecer a cooperativa escolar de uma escola
de educação especial.
De volta a nossa realidade escolar, temos agora o desafio
de estimular a criação de cooperativas em nossas escolas, mas muito antes, e
sem dúvida, o principal é desenvolver o espírito cooperativo entre os nossos
alunos, para que, quando estes estiverem mais maduros, e tenham uma compreensão
maior, a organização de uma cooperativa seja algo significativo não pela sua
finalidade, mas sim, pela oportunidade de conviver e trabalhar com um objetivo
comum.
Vivian Gabriela Metz
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| Prefeitura de Sunchales |
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| "Tivemos a oportunidade de participar do programa de rádio de uma cooperativa escolar, em que trocamos experiências sobre o trabalho desenvolvido em relação ao cooperativismo". |





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